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segunda-feira, 16 de maio de 2011

PLANTAS MEDICINAIS: TOMATE

Plantas Medicinais
Nome popular
TOMATE
Nome científico Lycopersicum esculentum (L.) H. Karst.
Família Solanáceas
Sinonímia popular Tomate, tomateiro
Sinonímia científica Solanum lycopersicon L.
Parte usada Folha e fruto
Propriedades terapêuticas Diurético, laxativo, elimina o ácido úrico, antioxidante, antiinflamatório, antifúngica, inibidora da absorção do colesterol.
Princípios ativos Água, açúcares, ácidos orgânicos, pectinas, potássio, fósforo, vitaminas, pigmentos sais minerais; saponinas; tomatina, tomatidina, solanina, ácido clorogênico, furocumarina.
Indicações terapêuticas Cicatrizante em queimaduras, gargarejos, aftas e sapinhos, tratamento de Candida albicans, auxiliar no tratamento de hiperplasia benigna de próstata, auxiliar no tratamento para redução de colesterol.
Informações complementares
Nomes em outros idiomas
  • Tomato (inglês)
  • Pomerolo, pomodoro (italiano)
  • Pomme d´amour (francês)
  • Gur-bagem; Takkal
Origem
América do Sul - região andina. Foi levado para a Europa e América do Norte.
Características gerais
Planta anual, ereta, com ramos herbáceos, muito ramificada. Flores amarelas, dispostas em cachos. Fruto comestível em diversos formatos, geralmente globoso, de casca fina e vermelha, com muitas pequenas sementes.
Outras espécies
  • Solanum muricatum (tomate-francês);
  • Lycopersicon pipinellifolium Mill.
Princípios ativos
Frutos maduros: água, açúcares (sacarose, frutose, glicose); ácidos orgânicos (málico, cítrico, tartárico, oxálico e succínico); pectinas; potássio; fósforo; vitaminas (A, B1 - tiamina, B2 - riboflavina, B5 - niacina, C - ácido ascórbico); pigmentos (licopeno - que dá a cor vermelha ao fruto - e xantofilas).
Folhas: rutina; sais minerais; saponinas; tomatina, tomatidina, solanina. Contém ainda ácido clorogênico e furocumarina.
Uso medicinal - receitas populares
Queimaduras
O decoto das folhas aliviam queimaduras e aceleram o processo de cicatrização.
Artrite
O suco de tomate, com um pouco de salsa, auxilia no tratamento de artrite (Balbach).
Hiperplasia de próstata
Usar diariamente na alimentação, ou em forma de suco: uma xícara por dia, durante vários meses (Matos, 2002). Já existem medicamentos fitoterápicos à base de licopeno, podendo ser utilizados, com segurança, no lugar do fruto ou do suco.
Candidíase bucal (sapinhos)
Usa-se o bochecho do sumo recém-preparado por trituração do fruto e passado na peneira (Matos, 2002).
Artritismo, reumatismo
Tomar diariamente 100 a 200ml de suco de tomate fresco todos os dias.
Para reduzir ácido úrico
Tomar diariamente 200 a 250ml de suco de tomates frescos e maduros.
   Uso culinário
Usos alimentares Em molhos, saladas, sucos.
Contra-indicações
Internamente, o fruto do tomate verde não deve ser usado, devido à presença de um glicoalcalóide esteroidal, a solanina. Pessoas sensíveis ao ácido oxálico também não devem ingerir tomate (Panizza, 1997).
Enquanto se estiver ingerindo quantidades grandes de tomate (fruto), deve-se evitar a exposição, demorada, ao sol, devido à ação fotossensibilizante das furocumarinas presentes no tomate (Lorenzi, 2002).
As folhas não devem ser usadas internamente, apresentando fortes efeitos como: diarréia, cólicas, vômitos.
As folhas também são utilizadas popularmente como abortivas.
Outras variedades

  • Tomate pêra: pequeno, piriforme e vermelho; em São Paulo é utilizado pelas indústrias;
  • Tomate Santa Cruz: tem um inconfundível "umbigo" e é resistente a pragas;
  • Tomate rei Humberto: pequeno, retangular, vermelho-escuro, de sabor brando;
  • Tomate Ficarazzi: grande, achatado, pode pesar até 700 gramas;
  • Tomate Marglobe: globular, liso, carnoso; tamanho variando de médio a grande;
  • Tomate Ponderosa: muito grande, desigual, amarelo, pouco conhecido no Brasil.
Referências bibliográficas
  1. BALBACH, Alfonso, As hortaliças na medicina doméstica, Editora M. V. P., 21ª edição, São Paulo, p.333-339
  2. CRAVO, Antonieta Barreira, Frutas e ervas que curam, Hemus Livraria e Editora S/A, 2000, Curitiba, p. 180-182
  3. GONSALVES, Paulo Eiró, Alimentos que curam, 14ª edição, IBRASA, 2002, São Paulo, p. 125
  4. GRUENWALD, J. BRENDLER, T., JAENICKE, C. et al., Physicians Desk References for herbal medicines, 2ª edição, Thomson Medical Economics at Montvale, New Jersey, 2.000 p.
  5. LORENZI, Harri, MATOS, F. J. Abreu, Plantas medicinais no Brasil - nativas e exóticas, 1ª edição, Instituto Plantarum, 2002, Nova Odessa, p. 451-452.
  6. MATOS, Farmácias vivas, 4ª edição, Edições SEBRAE / Editora UFC, 2002, Fortaleza, p. 221-223.
  7. PANIZZA, Sylvio, Plantas que curam - cheiro de mato, 20ª edição, IBRASA, 1997, São Paulo, p. 192-193.
  8. Terapia Alternativa, receitas naturais para manter o corpo saudável e bonito, Editora Europa, , 1999, São Paulo, p. 109.
Colaboração
Débora Gikovate, Bióloga, Especialista em Plantas Medicinais (São Paulo, SP), janeiro de 2005.
http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Composto extraído do tomate promete ação antitrombose

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Um ingrediente extraído do tomate pode melhorar a circulação sanguínea e diminuir o risco de trombose.
Pelo menos, é o que promete a fabricante, a holandesa DSM, que acaba de trazer a novidade para o Brasil

O concentrado de tomate tem nucleotídeos, flavonoides e polifenois. Já é adicionado a produtos nos EUA e na Europa, com autorização do governo.
Um exemplo é a bebida Relaxzen, para pessoas que fazem longas viagens de avião e, por isso, correm maior risco de formação de coágulos.
Por aqui, o ativo foi lançado, mas ainda não há produtos com o ingrediente na fórmula. Isso depende do interesse de alguma indústria de alimentos.
Segundo Bernd Mussler, pesquisador da DSM, estudos com cerca de 300 pessoas comprovam a eficácia do composto, patenteado com o nome de Fruitflow.
A principal ação do ativo aconteceria na inibição da agregação plaquetária ±etapa da coagulação do sangue.
"Inibir a agregação plaquetária é um mecanismo reconhecido para diminuir risco de doença cardiovascular."
Como não é um produto final, não precisa de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Mas, caso seja usado na fórmula de alguma bebida, por exemplo, precisará do aval da vigilância.
A agência proíbe embalagens de alimento funcional de informar que o produto previne ou cura doenças.
"Concentrados de alimentos não podem ser usados como remédios", diz Jaime Farfan, professor de engenharia dos alimentos da Unicamp.
Segundo ele, flavonoides ajudam na circulação sanguínea, mas isso não é propriedade exclusiva do tomate.
"Há muitos alimentos com flavonoides. É muito mais seguro consumir vegetais do que ingerir um composto concentrado. A ação não vem apenas de um componente."
Para o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, os estudos até agora não são conclusivos.
"Faltam informações sobre qual seria a molécula ativa e a dose ideal"
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