segunda-feira, 16 de maio de 2011

PLANTAS MEDICINAIS: DIDAL

Nome popular DIDAL
Nome científico Lafoensia pacari St. HIL
Fotos ampliadas Flores após 2h de abertura | Cascas secas
Árvore com a casca do caule retirada para fins medicinais
Família Lythraceae
Sinonímia popular Mangava-brava, candeia de caju, copinho, dedal, didal, dedaleira, pacuri, dedaleira-amarela, louro-da-serra, mangabeira-brava, pacari, pacari-do-mato, pacuri e pau-de-bicho.
Parte usada Casca
Propriedades terapêuticas Antioxidante, antitumoral, anti-úlcera gástrica.
Princípios ativos Ácido elágico, taninos.
Indicações terapêuticas Úlcera gástrica, gastrite, ferimentos, inflamação do útero, transtornos da vesícula biliar, emagrecimento e urticária.
Informações complementares O documento original foi publicado na Revista NEOgrafias (Campo Grande, MS). Veja no final a referência completa.
As fotos foram retiradas do trabalho de Vânia Tonello, referência 60 no final desta página.
Origem
Possui distribuição geográfica na América do Sul e América Central sendo endêmica no cerrado brasileiro.
Nesse local, pode atingir de 3 a 30 m de altura ocorrendo, principalmente, em formações secundárias como capoeiras e capoeirões com dispersão ampla, porém, descontínua, nunca formando grandes populações (GUARIM; PRANCE, 1994).
Por ser nativa no cerrado demonstra ser adaptada às condições físicas desse solo, no entanto, as condições ambientais em que se encontra refletem nas variações de altura ocasionando menor desenvolvimento dos espécimes de cerrado (GUARIM; PRANCE, 1994; TONELLO, 1997).
Descrição botânica
As flores, expostas acima da copa de forma ereta ou ligeiramente inclinadas, possuem pétalas de cor branco-amarelada, numerosos estames com anteras razoavelmente grandes, exalam odor desagradável e possuem ântese crepuscular (CORREA, 1978; TONELLO, 1997; POTT; POTT, 1994).
Todos esses atributos florais sugerem que a polinização de L. pacari ocorra, principalmente, por morcegos (síndrome da quiropterofilia), mesmo havendo produção de néctar constante capaz de atrair outros animais e insetos polinizadores (SAZIMA; SAZIMA, 1975; POTT; POTT, 1994; TONELLO, 1997).
Os frutos são cápsulas conspícuas com sementes aladas o que favorece a disseminação da espécie através do vento (CORREA, 1978; TONELLO, 1997; POTT; POTT, 1994)
O termo pacari é de origem indígena (tupi-guarani) significando "árvore de madeira preciosa" concordando com Guarim e Prance (1994) que enquadra essa espécie entre as mais importantes do cerrado mato-grossense para uso medicinal (POTT; POTT, 1994; GREGÓRIO apud TONELLO, 1997).
Uso etnomedicinal
Vários levantamentos etnobotânicos registram o uso medicinal de sua casca nos Estados de MT e MS (comunidades de Santo Antônio do Leverger, Alto Coité/ Poxoréu, Baús/ Acorizal, Santo Antônio do Livramento, Rio Branco e entre os raizeiros de Campo Grande e Cuiabá).
Nessas regiões é empiricamente conhecida como mangava-brava, candeia de caju, copinho, dedal, didal, dedaleira, pacuri, dedaleira-amarela, louro-da-serra, mangabeira-brava, pacari, pacari-do-mato, pacuri e pau-de-bicho sendo que, nos Estados de MT e MS, prevalecem os nomes mangava-brava e dedaleira, respectivamente (ARRUDA, 1994; SOMAVILLA, 1998; GONÇALVES, 1999; DE LA CRUZ, 1997; RESENDE et al., 2003).
Solon et al. (2000) registram o emprego medicinal dessa droga vegetal no oeste do Paraguai, onde é conhecida como "morosyvó" e empregada oralmente (decocto) para o tratamento de câncer.
Uso medicinal
O uso medicinal é amplo com destaque sobre o macerado aquoso para o tratamento da úlcera gástrica e gastrite.
Sua utilidade também é registrada para ferimentos, inflamação do útero, transtornos da vesícula biliar, emagrecimento e urticária (GUARIM; PRANCE, 1994; DE LA CRUZ, 1997; TONELLO, 1997; SOMAVILLA, 1998; SOLON, 1999).
Nas indicações de uso oral sugere-se a maceração em água ou vinho, com consumo periódico enquanto persistir o quadro patológico (DE LA CRUZ, 1997; TONELLO, 1997).
Toxicidade
Esses autores ainda informam sobre a toxicidade do decocto, provocando náuseas e vômitos.
Lago (2004), em trabalho recente, buscou verificar o grau de toxicidade aguda e subcrônica das preparações medicinais caseiras (decocto e macerado aquosos) realizadas com a entrecasca de L. pacari. Conforme esse autor, a DL50 avaliada em ratos Wistar não foi alcançada na dose máxima de 5000 mg/kg sugerindo que tanto o macerado quanto o decocto não são capazes de causar danos ao usuário se soluções concentradas forem ingeridas em dose única. Quanto à toxicidade subcrônica dos extratos em diferentes concentrações, o autor afirma ter evidenciado algumas alterações bioquímicas decorrentes, provavelmente, de lesão hepática. Entretanto, também declara ser necessário reproduzir o experimento para obter resultados conclusivos.
Associações medicamentosas
Conforme De La Cruz (1997), os raizeiros de Cuiabá também indicam associações medicamentosas de L. pacari com sucupira, jequitibá, barbatimão, salssaparilha, espinheira-santa, purga-de-lagarto e malva.
Outros usos
Pelo seu aspecto ornamental e por apresentar bom desenvolvimento em solo no início do processo de sucessão, recomenda-se o uso da árvore para o paisagismo em arborização urbana e em áreas de reflorestamento (LORENZI, 1992; CARVALHO 1978).
Já a sua madeira, por ser moderadamente pesada, apresentar superfície lisa ao tato e boa durabilidade, é indicada para construção civil (CORRÊA, 1978; LORENZI, 1992; POTT; POTT, 1994; TONELLO, 1997).
Aspectos farmacológicos
A coleta do farmacógeno ainda é extrativista sendo, geralmente, realizada no cerrado próximo ao centro urbano. Após retirada do súber e secagem ao sol, a casca é comercializada em sacos plásticos com porções de, aproximadamente, 100 g.
A produção científica sobre os aspectos químico-farmacológicos de L. pacari iniciou-se com a triagem farmacológica de plantas medicinais de Mato Grosso empregadas como antiinflamatória e anti-úlcera (MARTINS; PINHEIRO, 1996; SARTORI; MARTINS, 1997). Nesse sentido, Sartori e Martins (1997) apontaram essa droga como uma das mais potentes sobre a ação antiúlcera gástrica, entre 8 espécies analisadas.
Em continuidade, Tamashiro-Filho e Martins (1998) e Tamashiro-Filho (1999) verificaram a ação do extrato bruto metanólico (EBMeOH) da casca em diversos ensaios in vivo em ratos Wistar, após administração oral ou intraperitonial.
Os ensaios farmacológicos realizados por Tamashiro-Filho (1999) foram: teste hipocrático, toxicidade aguda (DL50), toxicidade subcrônica, motilidade do trânsito intestinal, tempo de sono barbitúrico; tempo de imobilização pressão arterial média, atividade antinoceptiva periférica, atividade antiinflamatória por edema de pata induzido por carragenina e atividade antiúlcera pelos modelos de lesões gástricas induzidas por etanol, estresse hipotérmico, ácido acético e indometacina.
Os resultados indicaram que a administração oral do EBMeOH não possui toxicidade aparente, entretanto, quando administrado intraperitonialmente apresentou DL50 de 556 (± 40 mg/kg). As alterações da pressão arterial média, motilidade gastro-intestinal e do efeito analgésico periférico, também não foram evidenciadas. Entretanto, os ensaios para efeito antiúlcera atestaram potente atividade dose-dependente (doses variando entre 12,5 a 200 mg/kg) na inibição das lesões de úlcera crônica causada por ácido acético e das lesões gástricas agudas induzidas por etanol, indometacina e estresse hipotérmico (TAMASHIRO-FILHO, 1999).
Outros estudos biológicos registram a eficácia do extrato aquoso da casca de L. pacari sobre a peritonite aguda induzida por carragenina, ação imunoestimulante sobre a produção de anticorpos contra antígeno timo-dependente, inibição da hipersensibilidade tardia e atividade imunossupressora dependente da dose sobre a síntese de anticorpos anti-ovoalbumina (ALBUQUERQUE; JULIANI; SANTOS, 1996a; ALBUQUERQUE; JULIANI, 1996b ALBUQUERQUE; JULIANI, 1997a; ALBUQUERQUE; JULIANI, 1997b; ALBUQUERQUE; LOPES, 1999).
O potencial terapêutico do extrato de L. pacari (200 mg/kg, p.o.) em inflamação mediada pela interleucina IL-5 também foi comprovada por Rogerio et al. (2003) em ratos (mices) infectados com Toxocara canis. Apesar da ação antiinflamatória positiva, esses autores afirmam que essa droga vegetal não possui efeito tóxico para o parasita.
Também é declarada a ação antimicrobiana dos extratos das folhas e da casca sobre Candida albicans e Staphylococcus aureus (PIRES; ARAÚJO; PORFÍRIO, 2003). Segundo os autores, aos extratos obtidos a partir da casca possuem atividade positiva sobre C. albicans e os extratos da folha são ativos sobre os dois microorganismos testados. A potente ação antibacteriana do extrato hidroalcoólico de L. pacari contra bactérias multi-resistentes de origem hospitalar é registrada por Melo-Filho, Lima e Porfírio (2003).
Até o momento, somente o trabalho de Souza et al. (2002) indica atividade farmacológica negativa. Essa pesquisa avaliou o extrato etanólico das folhas de L. pacari sobre o fungo dermatófito Trichophyton rubrum.
Aspectos fitoquímicos
No que se refere a fitoquímica de L. pacari, a literatura científica aponta somente estudos sobre a casca e folha. Nessa última, Salatino et al. (2000) e Santos, Salatino e Salatino (2000) registram a presença de quercetina, 3-O-glucosídeo e 3-O-glucosil-glucosídeo de caempferol. Vale informar que esses estudos visaram auxiliar a determinação do padrão evolutivo da família Lythraceae através de parâmetros quimiotaxonômicos avaliando as substâncias flavônicas de alguns integrantes dos gêneros Cuphea, Diplusodon e Lafoensia. Neste último gênero somente L. pacari, L. densiflora e L. glyptocarpa foram analisadas.
O estudo fitoquímico sobre a casca foi realizado simultaneamente ao trabalho de Tamashiro-Filho (1999) indicando presença marcante de ácido elágico e taninos relacionados, havendo 14,1% p/p dessa classe química no extrato bruto ensaiado pelo método de Folin-Ciocalteau (SOLON, 1999; SOLON et al. 2000). Realizando o fracionamento químico biomonitorado através de ensaios in vitro sobre o potencial antioxidante (radical difenil-picril-hidrazila: DPPH; xantina oxidase: XO), esses autores ainda afirmaram ser o ácido elágico o marcador químico e o responsável pela potente ação antioxidante de cascas de L. pacari, coletadas no Brasil e no Paraguai.
Sobre a variabilidade química da casca de L. pacari nativas do cerrado e do pantanal Prette et al. (2004) e Braga et al. (2004) informam que as condições edáficas e climáticas do pantanal no período de chuva são ideais para a produção ou armazenamento de ácido elágico (cerrado: 4,5 mg/g, pantanal: 108% p/p), sendo o contrário observado para amostra coletada no cerrado no período de seca (1,01% p/p).
Esse marcador químico também foi identificado nas folhas de L. pacari através de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) (CONTIN; SOLON 2004). Esse resultado, associado à alta capacidade antioxidante do extrato etanólico das folhas, pode indicar a substituição medicinal do farmacógeno (casca) (MARÇAL et al., 2004).
Atualmente, a comprovada atividade antimutagênica do ácido elágico é o seu principal benefício terapêutico possibilitando sua comercialização para uso oral na forma de cápsulas gelatinosa com distribuição, inclusive, pela Internet (BARCH et al., 1996; LOARCA-PINA et al., 1998; KAUR; GROVER; KUMAR, 1997; THRESIAMMA; KUTTAN, 1996).
A inibição da atividade da enzima arilamina N-acetil-transferase de Helycobaster pylori pelo ácido elágico, conforme reportado por Chung (1998), sugere o potencial antiúlcera dessa substância o que, logicamente, corrobora o uso popular da casca de L. pacari para o tratamento dessa patologia.
O efeito antioxidante do ácido elágico também é comprovado em pesquisas diversas (HATANO; YASUHARA; YOSHIHARA, 1989; HASSOUN et al., 1997; SÓLON et al., 2000). Trabalhos como de Hatano; Yasuhara e Yoshihara (1989) e Solon et al. (2000) avaliaram o efeito desse composto sobre a enzima xantina oxidase indicando IC50 de 3,1 µM e 1,1 micro/mL, respectivamente. Em ensaio in vitro, Solon et al. (2000) também indicam efeito de 89% do ácido elágico (100 microg/mL) sobre a descoloração do radical DPPH.
A amplitude dos efeitos biológicos benéficos do ácido elágico faz da casca de L. pacari uma importante fonte medicinal. Mesmo havendo inúmeras e complexas substâncias químicas nessa droga vegetal, a comparação das atividades terapêuticas do ácido elágico com o uso medicamentoso da casca de L. pacari sugerem a atuação dessa substância como principal composto químico ativo.
Na busca de subsídios capazes de auxiliar no controle de qualidade da droga vegetal "mangava-brava" ou "dedaleira", Rocha e Resende (2004) determinaram parâmetros morfo-anatômicos da entrecasca de L. pacari. Observaram que a organização geral desse farmacógeno apresenta um felema constituído por vários estratos de células retangulares dispostas de maneira compacta e que exibem parede simples, delgada rica em suberina. Internamente ao felogênio, o feloderme é constituído de células vivas ricas em amido e grande quantidade de cristais prismáticos, dispostos radialmente. Na constituição da casca verificaram, ainda, blocos de células esclerenquimáticas acima do floema. Em toda a extensão da casca foi notada presença de idioblastos com conteúdo mucilaginoso e com fenóis. Estes aspectos não mostraram-se alterados em amostras coletadas no cerrado e pantanal, nos períodos de seca e chuva (BRAGA et al. 2004).
Outras espécies de Lafoensia Vand.
Além de L. pacari, somente L. densiflora e L. glyptocarpa foram analisadas sob aspectos químicos e farmacológios. Sobre a primeira (L. densiflora), há estudo fitoquímico aprofundado sobre as folhas reportando presença de diversos compostos quimicamente diferentes, variando entre ácidos triterpênicos, álcool, saponinas, floroacetofenona e flavonóides (RODRIGUES, 1999; SALATINO et al., 2000; SANTOS; SALATINO e SALATINO, 2000). Das flores de L. densiflora, Sakamoto et al. (1995) também indicam haver triterpenos (3beta-acetoxi-11alfa-epoxi-oleanan-28,13beta-ólido, 3beta-acetoxi-12alfa-hidroxi-oleanan-28,13beta-olido, betulina, ácido betulínico, acetato do ácido oleanólico, ácido hexacosanóico e beta-sitosterol), éster graxo do ácido cis-cumárico, éster graxo do ácido trans–cumárico e o açúcar hexa-acetato de manitol.
Os estudos biológicos de L. densiflora se restringem a ensaios microbiológicos comprovando-se efeito do extrato etanólico das flores sobre Staphylococus aureus e Eschericchia coli e das folhas sobre Cladosporium sphaerosperum (RODRIGUES, 1999).
Os estudos fitoquímicos das folhas de L. glyptocarpa reportam a presença de saponinas (28-O-beta-D-glucopiranosil do 3beta-O-L-arabinopiranosiloleano-12-en-28-oíco e o 3beta-O-beta-D- glucopiranosil de beta-sitosterol) e flavonóides (3-O-galactosídeo de caempferol e 3-O-glucosídeo) (CARVALHO; CARVALHO; BRAZ-FILHO, 1999; SANTOS; SALATINO; SALATINO, 2000; SALATINO et al., 2000). O pó das folhas e dos frutos dessa espécie, em estudo inseticida sobre o caruncho Acanthoscelides obtectus (Say) (Coleoptera: Bruchidae) em feijão armazenado, ocasionou repelência e mortalidade sobre adultos e ausência de efeito nocivo na oviposição (MAZZONETTO e VENDRAMIM, 2003).
Referências bibliográficas
  1. ALBUQUERQUE, D. A.; JULIANI, J. M. Modulação da hipersensibilidade tardia por Lafoensia pacari. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFMT, 5., 1997, Cuiabá. Resumos... Cuiabá : UFMT, 1997b.
  2. _______________. Efeito do extrato etanólico de Lafoensia pacari (mangava-brava) sobre a resposta humoral de camundongos. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFMT, 5., 1997, Cuiabá. Resumos... Cuiabá : UFMT, 1997a.
  3. _______________. Efeitos do extrato etanólico de Lafoensia pacari sobre a produção de anticorpos in vivo. In: ENCONTRO NACIONAL DA SBPC, 3., 1996, Florianópolis. Anais... Florianópolis, 1996b.
  4. _________________. Avaliação da atividade anti-úlcera do extrato bruto metanólico (EMLP) de Lafoensia pacari St. Hil. (Lythraceae). Cuiabá : UFMT, 1999. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal, 1999.
  5. ALBUQUERQUE, D. A.; JULIANI, J. M.; SANTOS, P. Efeitos do extrato etanólico de Lafoensia pacari sobre a peritonite aguda em camundongos. In: ENCONTRO NACIONAL DA SBPC, 3., 1996, Florianópolis. Anais... Florianópolis, 1996a.
  6. ALBUQUERQUE, D. A.; LOPES, L. Modulation of delayed-type hypersensitivity by Lafoensia pacari St. Hil. Boll. Chim. Farmaceutico, v. 2, n. 138, p. 120, 1999.
  7. ARRUDA, J. B. Utilização popular de plantas medicinais no município de Rio Branco, Estado de Mato Grosso. Cuiabá : UFMT, 1994. Monografia (Especialização em Ecologia e Conservação da Biodiversidade) - Departamento de Botânica, Universidade Federal de Mato Grosso, 1994.
  8. BARCH, D. H.; RUNDHAUGEN, L.M.; STONER, G.D.; PYLLAY, N.S. ROSCHE, W.A. Structure-function relationships of the dietary anticarcinogen ellagic acid. Carcinogenesis, v. 17, n.2, p. 265-269, 1996.
  9. BRAGA L.G.; ROCHA C.G.; RESENDE U.M.; SOLON S. Variabilidade morfo-anatômica fitoquímica e biológica de Lafoensia pacari St Hil. (Lythraceae). In: ENCONTRO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE FARMÁCIA, 1., 2004. Resumos... Campo Grande: UNIDERP, 2004. p. 37
  10. CARVALHO, G.J.A.; CARVALHO, M.G.; BRAZ-FILHO, R. A triterpenoid saponin isolated from Lafoensia glyptocarpa. Phytochemistry, v. 52, p. 1617-1619, 1999.
  11. CARVALHO, P.; STOHR, G. W. D. Regeneração artificial de espécies nativas do Paraná. Floresta, v. 2, n. 9, p. 52-56, 1978.
  12. CHUNG, J. G. Inhibitory actions of ellagic acido n growth and arylamine N-acetyltransferase activity in strins of Helicobacter pylori from peptic ulcer patients. Microbios, v. 93, n. 375, p. 115-127, 1998.
  13. CONTIN T.; SOLON S. Estudo fitoquímico por CLAE das folhas de Lafoensia pacari St. Hil. (Lythraceae). In: ENCONTRO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE FARMÁCIA, 1., 2004. Resumos... Campo Grande: UNIDERP, 2004. p. 27
  14. CORREA, M. PIO. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro: IBDF – Ministério da Agricultura, 1978. v. 5.
  15. DE LA CRUZ M. G. F. Plantas medicinais utilizadas por raizeiros: uma abordagem etnobotânica no contexto saúde e doença- Cuiabá, MT. Cuiabá : UFMT, 1997. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1997.
  16. FERREIRA, M. A; SOUZA, P. T. Estudos químicos dos constituintes farmacologicamente ativos da casca do caule da Lafoensia pacari St.Hil.(Mangava-Brava). In: REUNIÃO ESPECIAL DA SBPC, 1995, Cuiabá. Resumos... Cuiabá: UFMT, 1995. p. 265.
  17. GONÇALVES, M. I. A. Plantas usadas como medicinais pelos moradores da área urbana do município de Santo Antônio do Leverger- Mato Grosso/ Brasil. Cuiabá : UFMT, 1999. Tese (Doutorado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1999.
  18. GRAHAM, S. A . The flowering plant family Lytrhaceae, loosestrifes; the genera of north América icluing Mexico and Central America. Cuiabá, março de 1999. Disponível em:  http//.kent.Edu/biology/graham/genera.htm. Acesso em: 22 maio 2003.
  19. GUARIM NETO, G.; GUARIM, V. L. M. S.; PRANCE, G. T. Structure and floristic composition of the tree of na area of cerrado near Cuiabá, Mato Grosso, Brasil. Kew Bulletin, v. 49, n. 3, p. 499-509, 1994.
  20. GUARIM NETO. G. Plantas utilizadas na medicina popular do Estado do Mato Grosso. Brasília: CNPq/UFMT, 1987.
  21. HASSOUN E.A.; WALTER, A.C.; ALSHARIF, N.Z.; STOHS, S.J. Modulation of TCDD-induced fetotoxicity and oxidative stress in embryonic and placental tissues of C57BL/6J mice by vitamin E succinate and ellagic acid. Toxicology, v. 124, n.1, p. 27-37, 1997.
  22. HATANO, T.; YASUHARA, T.; YOSHIHARA, R. Effect of interaction of tannins with co-existing substances. VII. Inhibitory effects of tannins related polyphenols on xanthine oxidase. Chemical and Pharmaceutical Bulletin, v. 38, n. 5, p. 1224-1229, 1989.
  23. HOEHNE, F. C. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e medicinais. São Paulo : Dep. Botânica de SP, 1978.
  24. KAUR, S.; GROVER, I.S.; KUMAR, S. Antimutagenic potential of ellagic acid isolated from Terminalia arjuna. Indian J. of Experimental Biol., v. 35, p. 478-482, 1997.
  25. LAGO, K.M. Estudos preliminares sobre o potencial toxicológico do extrato aquoso (macerado e decocto) de Lafoensia pacari St. Hil (mangava-brava). Campo Grande : UNIDERP, 2004. Monografia de graduação (Graduação em Farmácia) - Curso de Farmácia, Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal, 2004.
  26. LIMA, J. C. S.; MARTINS, D. T. de O. Screening farmacológico de plantas medicinais utilizadas popularmente como antiinflamatórias. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, 14., 1996, Florianópolis. Resumos... Florianópolis: [s.n], 1996. p. 65.
  27. LOARCA-PINA, G. KUZMICKY,P.A.; MEJIA, E.G.; KADO, N.Y. Inhibitory effects of ellagic acido n the direct-acting mutagenicity of aflatoxin B1 in the Salmonella microssuspension assay. Mutation Research, v. 398, n. 1-2, p. 183-187, 1998.
  28. LORENZI, J. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa-SP : Plantarum, 1992.
  29. LOURTEIG, A. Revision del genero Lafoensia Vandelli (Litraceas). Sociedad de Ciências Naturales La Salle. Memoria. Caracas. v. 45, n. 123, p. 115-157, 1986.
  30. MARÇAL F.; FRATIN L.C.; PEREIRA, R.O.S.; SOLON S. Capacidade antioxidante de extratos secos de Bixa orellana L. (semente), Pfaffia glomerata (raiz) e Lafoensia pacari (folha). In: ENCONTRO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE FARMÁCIA, 1., 2004. Resumos... Campo Grande: UNIDERP, 2004. p. 16
  31. MARTINS, D.T. de O.; PINHEIRO, W. N. 1996. Avaliação da atividade dos extratos metanólicos de Brickelia pinifolia (arnica), Calophyllum brasiliense (guanandi), Dipterix alata (cumbarú), Hancornia speciosa, Stryphnodendron adstringens (babatimão) sobre o trânsito intestinal. In: EBCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 4., 1996, Cuiabá. Resumos... Cuiába: UFMT: MCT/CNPq., 1996. p. 195.
  32. MAZZONETTO, F.; VENDRAMIM, J. Effect of powders from vegetal species on Acanthscelides obtectus (Say) (Coleóptera: Bruchidae) in stored bean. Neotrop. Entomol. v. 32, n.1, p. 145-149, 2003.
  33. MEIRA. R.M.S.A. Anatomia foliar e estudos morfológicos em espécies de Lafoensia Vandelli (Lythraceae) nativas do Brasil. Tese (Doutorado em Biologia Vegetal) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.
  34. MELO-FILHO, G.C.; LIMA, M.R.F. de; PORFÍRIO, Z. Estudo da atividade antibacteriana de extrato hidroalcoólico de Lafoensia pacari (Saint Hil.) contra bactérias multiresistentes de origem hospitalar. In: JORNADA CIENTÍFICA DE FARMÁCIA, 1., 2003, Maceió. Resumos… Maceió: UFAL, 2003. p. 15.
  35. MEYER, A.S.; HEINONEN, M.; FRANKEL, E.N. Antioxidant interactions of catechins, cyaniding, caffeic acid, quercetin and ellagic acid on human LDL oxidation. Food Chemistry, v. 61, n.1/1, p. 71-75, 1998.
  36. MIRANDA, E. J. Plantas do pantanal utilizadas na medicina popular: Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Poconé- MT. Cuiabá : UFMT, 1994. Monografia (Especialização em Ecologia e Conservação da Biodiversidade) - Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Mato Grosso, 1994.
  37. PIRES, L.L.; LIMA, M.R.F.; ARAÚJO, C.W.G.; PORFÍRIO, Z. Avaliação da atividade antimicrobiana de frações de Lafoensia pacari Saint. Hil – LYTHRACEAE em linhagens de microrganismos patogênicos humanos. In: JORNADA CIENTÍFICA DE FARMÁCIA, 1., 2003, Maceió. Resumos… Maceió: UFAL, 2003. p. 11.
  38. PRETTE J.B.; BRAGA L.G.; RESENDE U.M.; FAVERO S.; SOLONS.; ROCHA C.G. variabilidade química e do potencial antioxidante da mangava-brava(Lythraceae). Horticultura Brasileira, v.22 n.2 2004. Supl. CD-room
  39. POTT, A.; POTT V. Plantas do Pantanal. Corumbá : EMBRAPA, 1994.
  40. RESENDE, U.M. et al. Plantas medicinais comercializadas por raizeiros no Centro de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Rev. Bras. Farmacognosia, Maringá (PR), v. 13, n.12, p. 83-92, 2003.
  41. ROCHA, C.G. & RESENDE U. M. Estudo morfo-anatômico da casca de Lafoensia pacari St. Hil. (Lythraceae). In: I Encontro de Produção Científica do Curso de Farmácia. 2004. Resumos... Campo Grande: UNIDERP. p. 27
  42. RODRIGUES, E. D. Estudo químico das folhas e flores de Lafoensia densiflora Pohl (Lythraceae). Campo Grande : UFMS, 1999. Dissertação (Mestrado em Química) - Departamento de Química, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 1999.
  43. ROGERIO, A.P.; SA-NUNES, A.; ALBUQUERQUE, D.A.; ANIBAL, F.F.; MEDEIROS, A.I. MACHADO, E.R. SOUZA, A.O. PRADO, J.C. Jr.; FACCIOLI, L.H. Lafoensia pacari extract inhibits IL-5 production in toxocariasis. Parasite Immul, v.25, n.7, p. 393-400, 2003.
  44. SAKAMOTO H. et al. Atividade fungicida de extratos de Lafoensia densiflora. In: ENCONTRO NACIONAL DA SBPC, 4., 1995. Cuiabá. Anais... Cuiabá : UFMT, 1995.
  45. SALATINO, A.; SALATINO, M.L.F.; SANTOS, D.Y.A.C.; PATRÍCIO, M.C.B. Distribuition and evolution of secundary metabolites in Eriocaulaceae, Lythraceae and Velloziaceae from "campos rupestres". Genet. Mol. Biol., v.23, n.4, p. 931-940, 2000.
  46. SANTOS, D. Y. A. C.; SALATINO, M. L. F. Análise da composição flavonoídica de espécies de Lafoensia Vand. (Lythraceae). In: CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA, 46., 1995. Resumos... Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, 1995. p. 217.
  47. SANTOS, D., Y. A.C.; SALATINO, M. L. F.; SALATINO, A. Foliar flavonoids of Lafoensia (Lythracae). Biochemical Systematics and Ecology, v. 28, p. 487-488, 2000.
  48. SARTORI, N. T.; MARTINS, D. T. de O. 1996. "Screening" farmacológico de plantas popularmente utilizadas como antiúlceras em Mato Grosso. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, 14., 1996. Florianópolis. Resumos... Florianópolis, 1996. p . 105.
  49. SARTORI, N. T.; MARTINS, D. T. de O. Triagem de plantas medicinais popularmente utilizadas como antiúlcera em Mato Grosso e avaliação do efeito anti úlcera da fração diclorometânica (DCM2) de Calophyllum brasiliense Camb. (guanandi). Cuiabá : UFMT, 1997. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1997.
  50. SAZIMA, M. A.; SAZIMA, I. Quiropterofilia em Lafoensia pacari St. Hil. (Lythraceae), na Serra do Cipó, Minas Gerais. Ciência e Cultura, v. 27, n. 4, p. 405-416 1975.
  51. SOLON, S. Alguns aspectos quimícos-farmacológicos da entrecasca do caule de Lafoensia pacari St.Hil. (mangava-brava, Lythraceae). Cuiabá : UFMT, 1999. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1999.
  52. SOLON, S.; LOPES, L.; SOUSA-JÚNIOR, P. T.; SCHMEDA-HIRSCHMANN, G. Free radical scavening activity of Lafoensia pacari. J. Ethnoph., v. 72, p. 173-178, 2000.
  53. SOMAVILLA, N. S. Utilização da plantas medicinais por uma comunidade garimpeira do sudoeste mato-grossense, Alto Coité-Poxoréu/ MT. Cuiabá : UFMT, 1998. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1998.
  54. SOUZA JÚNIOR, P. T. de O.; RUDOLF, S. Estudo químico preliminar dos constituintes farmacologicamente ativos da casca do caule da Lafoensia pacari St. Hil. (mangava brava). In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. DA UFMT, 4., Cuiabá, 1996. Resumos... Cuiabá: UFMT. MCT/CNPq, 1996. p. 65.
  55. SOUZA, L. F. Estudo etnobotânico na comunidade do Baús: o uso de plantas medicinais (Município de Acorizal, Mato Grosso). Cuiabá : UFMT, 1998. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1998.
  56. SOUZA, L. K. H.; OLIVEIRA, C. M. A.; FERRI, P. H.; SANTOS, S. C.; OLIVEIRA-JÚNIOR, J. G.; MIRANDA, A. T. B.; LIÃO, L. M.; SILVA, M. R. R. Antifungal properties of brazilian cerrado plants. Braz. J. Microbiol., v. 33, n. 3, p.247-249, 2002.
  57. TAMASHIRO FILHO, P.; MARTINS, D. T. O. Avaliação da atividade anti-úlcera do extrato bruto metanólico (EMLP) de Lafoensia pacari St. Hil. (Lythraceae). In: FEDERAÇÃO DE SOCIEDADES DE BIOLOGIA EXPERIMENTAL (FeSBE), 1998, Caxambú. Resumos… Caxambú, 1998. p. 56.
  58. TAMASHIRO FILHO, P. Avaliação farmacológica do extrato bruto metanólico de Lafoensia pacari St. Hil. (mangava-brava). Cuiabá : UFMT, 1999. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) - Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, 1999.
  59. THRESIAMMA, K.C.; KUTTAN, R. Inhibition of liver fibrosis by ellagic acid. Indian J. of Physiology and Pharmacology, n. 40, p. 363-366, 1996.
  60. TONELLO, V. M. Estrutura de populações de Lafoensia pacari St. Hil. e dados etnobotânicos e fenológicos em Nossa Senhora da Livramento, Mato Grosso. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação da Biodiversidade) – Instituto de Biociências, Universidade Federal de Mato Grosso, 1997.
Colaboração
Soraya Solon, Professora de Farmacognosia do Curso de Farmácia da UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), Campo Grande (MS) - agosto de 2005.
Adaptado do original
BRAGA, L. G.; SOLON, S. O gênero Lafoensia vandeli: revisão bibliográfica com ênfase nos aspectos etnobotânicos, fitoquímicos e farmacológicos de Lafoensia pacari ST. HIL (LYTHRACEAE). NEOgrafias, Campo Grande (MS), v.17, p. 49-59, agosto 2005.

Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...